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Ari Resende pede afastamento do Sergipe

Ari Resende pede afastamento do clube
(Foto: Osmar Rios)

Por GloboEsporte.com, Aracaju

Ari Resende entregou ao Conselho Administrativo do Sergipe uma carta pedindo afastamento da presidência do clube. Ele assumiu o posto desde a renúncia de Silvio Santos, no meio do ano. O dirigente alega que não dispõe de tempo para estar à frente do clube. Os conselheiros vão analisar o pedido e avaliar se vão convocar eleições para o mês de dezembro ou Lailson Melo, presidente do Conselho, assume o cargo até o fim do mandato, que se encerra em 2018.

– Na verdade vou sugerir que Lailson Melo assuma a função para tocar o planejamento para 2018. É importante deixar claro que eu não deixo de colaborar com o clube. Continuarei colaborando. Mas não tenho condições de estar à frente do projeto. Tenho outros compromissos pessoas que me impossibilitam de continuar. O cargo exige de você uma disponibilidade de tempo que eu não tenho. Vou passar 30 dias fora do estado, inclusive alguns dias fora do país. Portanto não tenho condições de permanecer nesta função. E é bom lembrar que, desde a renúncia do Silvio Santos, eu deixei claro que não tinha interesse de permanecer até o fim do mandato, que ficaria neste primeiro momento até apagar o fogo e dar uma organizada nas contas, e foi isso que fizemos- explicou o dirigente.

De acordo com Ari Resende, boa parte das dívidas foi sanada. Nestes últimos meses, o Sergipe conseguiu saldar dois meses de atraso na folha salarial. Pagou os meses de abril, maio e ainda cumpriu com o mês de junho. O clube ainda pagou R$20 mil da rescisão do técnico Marcelo Vilar. O dirigente fez um acordo com os jogadores que têm contrato vigente para pagar apenas 50% dos salários enquanto o clube não está em atividade. E conseguiu ainda convencer o volante Ramalho a permanecer no João Hora.

Atualmente, os jogadores que têm contrato com o Sergipe são o goleiro Jonatas, os laterais Marcelinho e Diogo, os zagueiros Carlos Alexandre e Renato, os volantes Ramalho, Brendon, Victor Garcia e Biro-Biro, os meias Rhuan, Baco e Lelê e os atacantes Lulinha, João Victor, Obina, Netinho e Lopeu.

O impasse sobre quem será o presidente do Sergipe tem prejudicado o planejamento para a próxima temporada. Muitas perguntas ainda estão sem resposta. Quem será o novo treinador? Quem mais será contratado para reforçar o elenco? Quando o elenco começa a trabalhar? Ao que parece, as respostas só saem com a definição de um novo mandatário. Em 2018, o Sergipe disputa o Campeonato Sergipano e a Série D do Campeonato Brasileiro.

 

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