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Outra morte súbita no futebol: como é possível?

Por: Barroso Futebol Sergipano - March 10, 2016

Prevenção é uma das alternativas para evitar o pior (Crédito: Eu atleta/Globoesporte)

Consideramos um verdadeiro paradoxo sempre que ocorrem mortes de atletas. Após um símbolo de força e saúde vir a óbito subitamente e não em decorrência de uma fatalidade como um fenômeno da natureza, por exemplo, teorias surgem para tentar explicar essa morte. Mas isso pode acontecer com um atleta ou até mesmo com os esportistas amadores que buscam saúde.

A definição de morte súbita é bem clara: é aquela totalmente inesperada e muitas vezes inexplicável, de uma pessoa aparentemente sadia, isto é, sem doença diagnosticada até aquele momento. Parada cardio respiratória ou cardíaca súbita é o nome do evento que acomete o coração que para de se contrair (popularmente parar de bater). Se o paciente não for imediatamente (até três minutos) atendido com as manobras de ressuscitação cardiorrespiratória, ocorrerá em definitivo o que chamamos de morte.

Os atletas, esportistas, frequentadores de academias, ou seja, todos aqueles que praticam atividades físicas e esportivas já estão bem esclarecidos da importância de se fazer a avaliação médica especializada, principalmente a cardiológica, onde pequenas modificações encontradas no eletrocardiograma comum podem levantar a suspeita de doenças silenciosas que, na sua evolução lenta e na atividade física, podem provocar uma morte súbita.

O que aconteceu com o jogador italiano Davide Astori – encontrado morto na concentração da Fiorentina na manhã do último domingo – só as análises da necropsia irão esclarecer. Mas as hipóteses sérias de especialistas são muitas: vão desde a alguma doença genética não detectada nos exames prévios até o uso recreativo ou por má fé de substâncias permitidas, mas em excesso, ou o consumo de drogas ilícitas proibidas ou até hormônios anabolizantes, termogênicos e estimulantes, que são as causas mais frequentes de mortes nos esportes.

O alerta é necessário porque é inaceitável que um atleta morra depois de ter passado por diversos clubes e até pela seleção nacional da Itália com a quase certeza de ter sido bem avaliado do ponto de vista médico. Se não foi como aconteceu com o nosso campeão de vôlei Tande, que anos atrás declarou ao vivo no Esporte Espetacular não ter feito exames apesar de ser obrigatório na Itália, vale a velha norma: para ser bem avaliado para a prática esportiva ou física, procure um médico especialista que conheça exercícios físicos e esportes. Infelizmente o que vale é a qualificação profissional e não só uma boa amizade.

Fonte: Eu atleta/Globoesporte

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Radialista e jornalista Barroso Guimarães começou no rádio esportivo em 1986, na Liberdade AM, na equipe esportiva de Carlos Magalhães.