Capa » Classificação » Presidente da ACDS relata atual momento da entidade e cita prioridades da gestão

Presidente da ACDS relata atual momento da entidade e cita prioridades da gestão

Radialista e blogueiro Adel Ribeiro diz que está arrumando a sala da entidade em novo espaço (Crédito: Arquivo)

Por: Rômulo Oliveira / Redação Futebol Sergipano

Com um mês a frente da Associação dos Cronistas Desportivos de Sergipe (ACDS), o presidente da entidade, Adel Ribeiro, falou do atual momento da instituição ao Esporte-SE. A principio, ele disse como está sendo estes primeiros meses na gestão.

“A gente encontrou uma ACDS praticamente funcionando da mala de um carro. E quando se funciona da mala de um carro, da-se a conotação de que não funciona nada, a não ser uma pasta que está na mala para se resolver os problemas da entidade, quando se resolve. Na verdade, a gente encontrou uma entidade praticamente esquecida, utilizada somente para a logística do Batistão, numa situação não muito qualificada, criticada muita das vezes pela própria crônica esportiva; onde a gente tentou dar uma vida a isso aí, oferecendo qualidade de vida, também, para os nossos colegas cronistas: oferecendo um lanche ideal, adequado para aqueles que estão trabalhando, aqueles que estão frequentando a nossa tribuna, o nosso camarote na Arena Batistão. E partimos para esse tipo de qualidade. Você hoje vai para a Arena Batistão e, no intervalo, você tem: água, refrigerante… Isso, claro, sem controle, mas de forma educada, tendo os espaços com a entidade”.

Recentemente, o presidente da ACDS, e demais presidentes de modalidades amadoras e profissionais – exceto a FSF, que já estava funcionando – recebeu das mãos do secretário de estado do Esporte e Lazer, Antônio Hora Filho, a chave para que a associação volte a funcionar nas proximidades da Arena Batistão. Mas a sala não funciona ainda.

“Nós estamos, hoje, arrumando a sala da entidade. Isso depois que a gente teve uma reunião com o secretário de estado do Esporte e Lazer, Antônio Hora Filho, e parte de sua diretoria, solicitando, via ofício, o retorno da nossa sala, sede da entidade, no Complexo Lourival Baptista. Essa entrega da chave já foi feita. Nós fizemos a pintura da entidade, conseguimos algumas doações como, por exemplo: uma lata de 18 litros de tinta verde-piscina, que a gente fez o trabalho. Outra parte a associação teve que cumprir. Aí você pergunta: como é que vem esse recurso? Vem só das carteiras? Da anuidade? Anuidade, não, porque a anuidade é trinta reais. Esses trinta reais não vai resolver o problema da entidade: ajuda, mas não se resolve para a quantidade de demanda que ela tem. Mas nós temos uma parceria que, de forma cortês e leal, a Associação Desportiva Confiança, que é facultativo, quando se trata de Campeonato Brasileiro, é facultativo para o clube, porque não se tem nada na CBF que o Confiança tem que passar 1% para a Associação. Sendo assim, o Confiança, em uma conversa com o presidente Hyago (França), com a sua diretoria, e com uma intervenção inclusive do próprio presidente da Federação Sergipana de Futebol, que vem dando uma colaboração à entidade – colaboração, não financeira, mas moral à entidade – e conseguimos obter esse feedback entre o Confiança e a Associação. Então todas as rendas, daí para frente – cerca de cinco ou seis rendas, no máximo, das nove (partidas) na Arena Batistão, obviamente – a gente vai fechar com seis (rendas), porque cinco já foram computadorizadas de que foi repassado pela própria Associação Desportiva Confiança”, alega Adel, que não conta com parceria dos outros clubes, caso do Sergipe, Itabaiana e dos times da Série A-2.

”No caso do Sergipe: como o Sergipe se encontra em uma competição mais estadual, dependendo de título para chegar a um calendário, obviamente que o Sergipe, Itabaiana e os demais clubes (entre eles os da Segunda Divisão) estão dentro de um regulamento da Federação Sergipana de Futebol. Quando tem na parte do regulamento um artigo que fala o seguinte: “quanto das despesas (…)”. Aí relacionado às despesas, entre as despesas, está lá ACDS: 1%. Aí é feito um repasse com relação a isso. Existe uma pendência na Federação Sergipana de Futebol, em torno de oito mil reais, que a gente vem negociando com o presidente Milton Dantas e vem tendo esse sinal positivo – mesmo com a federação não tendo ainda esses recursos para poder fazer o total do repasse – mas a gente sente que existe a vontade de querer fazer. Isso é importante. Vamos aguardar o último jogo (do Confiança pela Série C). Vai ter um repasse, já foi informado pela diretoria que não vai ser passado 1%: vai ser passado uma cota de hum mil reais para a Associação. Então esses valores a gente vem tentando dispensar para as principais carências da entidade. Então, a gente vem buscando solucionar algumas coisas para oferecer, à crônica, melhor situação. Ter a sua sede, mas ainda não é o ideal, porque nós precisamos colocar pano novo no sinuca, pano novo no tablado do cartilhado e jogo de dominó, que é um cartilhado que tem uma mesa forrada. Nós temos algumas cadeiras que precisam ser reformadas, remodeladas, para melhor oferecer não só a impressão, mas também as condições para o nosso cronista esportivo. Além disso, a preparação dessa sala, a principio, é para o nosso recadastramento. Que, à principio, está sendo estudado a possibilidade de acontecer agora no mês de outubro, indo de 2 de outubro a 2 de novembro. Ainda vai sair o edital, convocando os nossos cronistas para que eles possam fazer, não só o recadastramento… Aqueles que pretendem fazer o recadastramento, que nunca foi sócio e que passa a ser sócio, também faz essa parte. Aquele que for fazer o recadastramento vai ter que se atualizar: atualizar todos os dados, porque queremos ter um banco de dados dos nossos colegas”.

Adel pretende fazer uma confraternização de final de ano com os cronistas (Crédito: Arquivo)

Sobre a inauguração da sede, o presidente da ACDS não pretende fazer uma festa. “Ainda não existe a perspectiva ainda de festa de inauguração. A principio a gente tem que trabalhar com as prioridades. Festa, para mim, é quando a coisa está bastante tranquila, sem problema algum. Então, aí você pode fazer uma festa porque você tem valores e você não tem prioridades a mais do que essa festa: então aí sim uma festa. Mas, em vez de festa de inauguração, pode-se fazer um coquetel em parceria. E principalmente focar o que a gente sempre faz, o que a entidade sempre fez e sempre foi tradição de final de ano: que é reunir a crônica esportiva do estado em uma festa de final de ano de confraternização. Entre uma festa de inauguração e a confraternização, importante é priorizar a confraternização. Se der para fazer as duas e não comprometerem um orçamento pequeno que tem a entidade para os trabalhos de prioridades, aí tudo bem. Mas se tiver algo que possa comprometer… obviamente que, primeiro, é o dia a dia da crônica esportiva.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Required fields are marked *

*