Por Barroso Guimarães
Ex-dirigente afirma ser favorável ao modelo de SAF, mas contesta a forma como o futebol do clube vem sendo administrado
A administração da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Confiança foi um dos principais alvos das críticas de Ernando Rodrigues durante entrevista ao programa Aperipê nos Esportes. O ex-dirigente deixou claro que não é contrário ao modelo de SAF, mas afirmou discordar da maneira como o departamento de futebol do clube vem sendo conduzido.
Ernando atribuiu à LG2, empresa ligada à gestão da SAF, a responsabilidade pela condução do futebol e questionou a concentração de decisões em poucas pessoas.
Para ele, a estrutura adotada teria permitido que funções importantes do departamento de futebol ficassem excessivamente centralizadas.
“Como é que você delega um poder a uma pessoa só para comandar, para ser gerente, supervisor, treinador, diretor de futebol, presidente?”, questionou.
O ex-dirigente também afirmou que existiria influência da LG2 na escolha de profissionais que atuam no futebol do Confiança. As declarações foram feitas durante a entrevista e não foram acompanhadas, no programa, da apresentação de documentos que comprovassem as acusações.
Ernando também questionou a transparência de informações relacionadas ao contrato da SAF e à participação da Associação Desportiva Confiança na estrutura societária.
Segundo ele, a discussão não é contra a existência da SAF, mas sobre a necessidade de maior transparência, fiscalização e participação dos órgãos do clube nas decisões.
“A SAF é importante, muito importante para o clube. Agora, quem está gerindo está muito desequilibrado para o que a gente quer”, afirmou.
O ex-dirigente defendeu ainda que o Conselho de Administração tenha acesso às informações financeiras e contratuais necessárias para exercer seu papel de fiscalização.
As críticas de Ernando Rodrigues representam sua avaliação pessoal sobre a gestão da SAF e não significam, por si só, comprovação de irregularidades.
