Com o anúncio, Cristiano Ronaldo encerra um ciclo e provoca mudança imediata na hierarquia da seleção. A saída abre disputa por capitão e referência no ataque; Gonçalo Ramos, 25, já se destacou nas últimas partidas.
Cristiano Ronaldo anunciou a sua saída da seleção de Portugal nesta quinta-feira, encerrando uma trajetória marcada por recordes e liderança dentro da equipe. O anúncio do craque provocou efeitos imediatos na hierarquia do time e abriu espaço para a busca de novas referências no ataque e na capitania.
A posição de centroavante ganhou destaque nas últimas partidas da seleção. O jovem Gonçalo Ramos, de 25 anos, foi quem se destacou ao assumir papel de protagonista durante a última Data Fifa. Depois de ser reserva na estreia de Portugal na Liga das Nações — vitória por 1 a 0 sobre o País de Gales — Gonçalo foi escalado por Jorge Jesus no jogo seguinte e marcou no 2 a 1 sobre a Noruega, fora de casa.
Em sequência, Gonçalo manteve a titularidade e participou ativamente das vitórias seguintes: marcou um gol e deu uma assistência no 4 a 2 sobre a Dinamarca, também fora de casa, e fez outro gol na nova vitória por 2 a 1 sobre a Noruega.
Após a alteração na escalação no confronto com a Noruega, Cristiano Ronaldo demonstrou insatisfação com a decisão do treinador e acusou Jorge Jesus de ter faltado com a palavra em relação à sua participação no jogo. Cristiano também deixou a concentração antes do segundo jogo da Data Fifa.
“Quero ser titular na seleção. Passei a mensagem de que se há alguém que deve jogar… Sou eu. O Mister e o país inteiro conseguem entender. O importante para mim é que eu jogue. Não quero que saia alguém em específico, isso é decisão do selecionador.”
Essa declaração foi dada por Gonçalo Ramos em entrevista concedida no fim de outubro, em que ele afirmou respeito a Cristiano, mas reforçou o seu desejo de ser titular.
Sobre a camisa 7, Rafael Leão assumiu o número na vitória por 4 a 2 sobre a Dinamarca na mesma Data Fifa. No jogo seguinte, ele não entrou na partida que terminou 2 a 1 contra a Noruega, mas permaneceu com a camisa 7 no banco e realizou trabalho de aquecimento.
“Quanto aos capitães, são cinco: o Cristiano, o Bernardo Silva, o Bruno Fernandes, Rúben Dias e o Diogo Costa.”
Essa lista de capitães foi apresentada por Jorge Jesus no dia em que foi apresentado como novo treinador de Portugal, em junho. Com a saída de Cristiano, Bruno Fernandes aparece como favorito a assumir a braçadeira principal: foi capitão nas vitórias por 4 a 2 sobre a Dinamarca e por 2 a 1 sobre a Noruega em Lisboa.
Outros nomes com potencial para assumir liderança são João Cancelo e o próprio Gonçalo Ramos, ambos próximos ao treinador por convívio em clubes. No setor ofensivo, João Félix surge como outra opção para protagonizar o ataque. Com 26 anos, João Félix acumula 61 jogos pela seleção e 61 participações diretas em gol — 33 gols e 28 assistências — e foi um dos destaques da temporada passada, quando, junto a Cristiano e Jorge Jesus, foi campeão na Arábia Saudita e acabou eleito o melhor jogador da liga nacional.
Cristiano Ronaldo terminou sua trajetória em Portugal como maior artilheiro de seleções masculinas, com 146 gols em 234 jogos, além de ter sido peça central em conquistas históricas, como a Eurocopa de 2016. A saída do capitão sinalizou uma transição na seleção, com disputas por posição, novo elenco de referência ofensiva e reconfiguração da liderança.

93Sports.
Fonte: 93 Sports
