O CEO do Confiança SAF, Diogo Lemos, confirmou a existência de pendências relacionadas ao FGTS e ao ISS da Associação Desportiva Confiança. Em entrevista ao radialista Alan Verone, o dirigente explicou que a SAF já desembolsou mais de R$ 4 milhões para quitar dívidas e passivos da associação, mas afirmou que não há disponibilidade financeira no orçamento de 2026 para assumir o parcelamento desses encargos.
Segundo Diogo Lemos, a SAF solicitou à associação opções de parcelamento para avaliar as condições de pagamento. O presidente do associativo, Petrúcio Souza, teria encaminhado uma proposta há aproximadamente um mês, mas a administração da SAF informou que não poderia assumir os valores neste exercício financeiro.
O dirigente garantiu que pretende apresentar uma solução no próximo orçamento, com o objetivo de regularizar as pendências. Ele também ressaltou que todos os compromissos financeiros assumidos pela SAF estão sendo cumpridos.
Outro ponto abordado na entrevista foi a promessa de obtenção das certidões negativas em até seis meses, após a implantação da SAF. Sobre o assunto, Diogo Lemos afirmou que nunca assumiu esse compromisso e explicou que os pagamentos foram realizados conforme o orçamento aprovado pelo Conselho de Administração. Segundo ele, algumas dívidas consideradas mais urgentes exigiram investimentos superiores aos inicialmente previstos, principalmente para evitar consequências que pudessem prejudicar o clube, como restrições relacionadas ao registro de atletas.
Em relação às notificações recebidas por Petrúcio Souza e outros ex-dirigentes, o CEO explicou que os representantes legais podem ser responsabilizados e notificados por obrigações tributárias não quitadas durante suas gestões.
A entrevista também revelou um desgaste no relacionamento entre as duas instituições. Diogo Lemos afirmou que a postura adotada pelo presidente Petrúcio Souza dificulta possíveis parcerias, especialmente nas tratativas envolvendo a destinação de um terreno para a construção do novo centro de treinamento da associação e a busca por emendas parlamentares.
Apesar das divergências com o presidente do associativo, o CEO afirmou que mantém um bom relacionamento com outros representantes da associação, citando reuniões recentes com conselheiros e dirigentes. Ele defendeu que eventuais divergências sejam resolvidas por meio do diálogo institucional, e não por manifestações públicas na imprensa.
Ao comentar a nota oficial divulgada pela SAF em resposta às declarações de Petrúcio, Diogo Lemos esclareceu que a contestação foi direcionada à interpretação de que a SAF estaria descumprindo compromissos financeiros assumidos. O dirigente reiterou que os pagamentos acordados estão sendo realizados, mas reconheceu que as pendências de FGTS e ISS continuam existindo e deverão ser tratadas no orçamento do próximo ano.
Com a entrevista, Diogo Lemos confirmou que os débitos de FGTS e ISS ainda não foram regularizados e que a SAF não dispõe de recursos no orçamento de 2026 para assumir o parcelamento apresentado pela associação.
