A organização do Australian Open saiu em defesa da presença de câmeras nos corredores e áreas internas de Melbourne Park depois que a norte-americana Coco Gauff, terceira colocada no ranking mundial, quebrou a raquete e reclamou da falta de privacidade durante o torneio.
Em comunicado, a Tennis Australia afirmou que as filmagens “aproximam os fãs dos atletas” e contribuem para a construção de suas marcas, alegando que, nos demais eventos de Grand Slam, o acesso às áreas restritas é menor. “Encontrar o equilíbrio entre exibir a personalidade e o talento dos jogadores e garantir conforto e privacidade é prioridade”, destacou a entidade, acrescentando que pretende discutir o tema com os tenistas.
As queixas de Gauff foram endossadas por nomes como Iga Swiatek, Jessica Pegula e pelo 24 vezes campeão de majors Novak Djokovic. Swiatek, eliminada nas quartas de final, declarou sentir-se “vigiada como animal em zoológico” diante da quantidade de câmeras no local.
A WTA também se pronunciou, declarando total apoio às atletas e exigindo “espaços privados” para a recuperação pós-jogo. A entidade cobrou respeito maior à privacidade por parte dos organizadores e das emissoras responsáveis pelas imagens, além de defender um diálogo permanente entre jogadoras e torneios.
O debate ganhou força nas redes sociais após a circulação do vídeo da frustração de Gauff, divulgado em 27 de janeiro de 2026 pelo canal TNT Sports.
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