Por Barroso Guimarães
O empate por 1 a 1 diante de Marrocos, na estreia da Copa do Mundo, acendeu um sinal de alerta na Seleção Brasileira. O resultado em si não pode ser considerado um desastre, mas o desempenho deixou muito a desejar. O Brasil voltou a apresentar dificuldades na criação de jogadas, pouca agressividade ofensiva e, principalmente, não transmitiu a confiança que o torcedor espera de uma equipe que sonha em conquistar o hexacampeonato mundial.
Em uma competição tão curta e equilibrada como a Copa do Mundo, não basta contar apenas com o peso da camisa. É preciso apresentar futebol. E, até agora, a equipe comandada por Carlo Ancelotti ainda está devendo. O empate na estreia mostrou um time sem criatividade em vários momentos e com dificuldades para transformar posse de bola em oportunidades claras de gol.
Enquanto isso, outras seleções já começam a mostrar força. A Argentina, atual campeã mundial, venceu a Argélia por 3 a 0 sem maiores dificuldades e deixou claro que continua entre as principais candidatas ao título. Mais uma vez, Lionel Messi demonstrou sua importância. Mesmo próximo dos 40 anos, segue sendo decisivo e capaz de mudar o rumo de uma partida com sua qualidade técnica e liderança.
No lado brasileiro, a ausência de Neymar continua sendo um problema. O camisa 10 segue em recuperação e ainda não há certeza sobre quando poderá voltar a atuar. Mesmo quando estiver liberado, precisará recuperar ritmo de jogo. Ainda assim, pela qualidade técnica e capacidade de decidir partidas, Neymar continua sendo um jogador diferenciado e uma peça que pode elevar o nível da Seleção.
Diante do Haiti, nesta sexta-feira, o Brasil entra em campo pressionado. A vitória é obrigação, mas apenas conquistar os três pontos pode não ser suficiente. Em torneios de tiro curto, o saldo de gols costuma ter peso importante na definição das posições dentro do grupo. Por isso, a Seleção precisa buscar um triunfo convincente e apresentar uma atuação que recupere a confiança da torcida.
Ancelotti também precisa avaliar mudanças na equipe. Endrick merece uma oportunidade entre os titulares. O jovem atacante tem características que podem tornar o ataque brasileiro mais dinâmico e agressivo. Em uma Copa do Mundo, desempenho e momento devem falar mais alto do que nome ou currículo.
O Brasil continua sendo uma das seleções mais respeitadas do planeta. No entanto, tradição sozinha não ganha jogos. Se quiser chegar longe na competição e lutar pelo título, a equipe precisará evoluir rapidamente e mostrar, dentro de campo, um futebol à altura da sua história.

