“Fim da temporada. É um momento difícil para todos nós que vivemos o Confiança. Falo não somente por mim, mas por todos os funcionários que fazem o clube diariamente, da portaria, cozinha e administração à base e toda a estrutura que dá suporte ao futebol.
O rebaixamento dói, frustra e a Série D está muito distante daquilo que desejamos. Como CEO da SAF, assumo a responsabilidade pelo resultado esportivo do time profissional nesta temporada.
Desde o primeiro dia, trabalhamos para reconstruir o Confiança sobre bases mais sólidas. Recuperamos estruturas, reorganizamos departamentos, reestruturamos a base, conquistamos o Certificado de Clube Formador, investimos em tecnologia, saúde e performance, equalizamos compromissos financeiros e destinamos milhões ao pagamento de dívidas e obrigações acumuladas ao longo dos anos.
São avanços importantes, mas tenho plena consciência de que, para o torcedor, é o resultado dentro de campo que norteia qualquer avaliação. E precisa ser assim.
Entendo e respeito a indignação, a cobrança e a tristeza de quem ama o Confiança. Não usaremos o que foi feito fora das quatro linhas para justificar aquilo que não entregamos dentro delas.
Vamos aprender com os erros, corrigir decisões e trabalhar ainda mais, sem abandonar nossos princípios: profissionalismo, responsabilidade financeira, ética, transparência e boas práticas de gestão. Não comprometeremos o futuro do clube. Mesmo que a estrada seja mais longa, queremos construir um crescimento sólido, estruturado e duradouro.
O rebaixamento é uma marca dolorosa, mas não é uma sentença sobre o futuro do Confiança.
Em mais de 90 anos, este clube já enfrentou momentos difíceis e sempre encontrou forças para se levantar. Agora será preciso fazer isso novamente.
Não prometemos atalhos. Prometemos trabalho, coragem para corrigir, responsabilidade para reconstruir e ambição para devolver o Confiança ao lugar que merece.
Um rebaixamento muda uma divisão. Não muda o tamanho de um clube, não apaga sua história e não determina seu destino. O Confiança é maior do que este momento. Vamos reconstruir. Vamos voltar. E vamos voltar mais fortes.”
Palavras do CEO Diogo Lemos.
