A jornalista e escritora Milly Lacombe afirmou, em coluna publicada nesta segunda-feira (3), que o presidente Bap – expôs comportamento machista ao chamar a repórter Renata Mendonça de “nariguda” durante a cerimônia do prêmio The Best, da Fifa, em Doha, no Catar.
Segundo Lacombe, a ofensa não gerou indignação equivalente à manifestada recentemente, quando o dirigente passou a ser duramente criticado por ter demitido um treinador considerado vitorioso. A colunista destaca que, na ocasião do comentário contra Mendonça, colegas homens preferiram elogiar a jornalista em vez de condenar o presidente rubro-negro por misoginia.
Milly Lacombe argumenta que atitudes como a de Bap deveriam ser suficientes para desqualificá-lo como liderança. Ela compara o episódio ao caso de 2016 em que o então deputado Jair Bolsonaro afirmou que “só não estupraria” a deputada Maria do Rosário “porque ela não merecia”, dizendo que a sociedade também demorou a reagir de forma contundente.
A autora sustenta que a violência verbal dirigida a mulheres costuma ser relativizada, ao contrário de decisões esportivas que afetam o rendimento de times de futebol. Lacombe pede maior mobilização masculina contra ofensas misóginas e lembra que poucas vozes se levantam com veemência quando o alvo é uma mulher.
No texto, a colunista conclui que líderes que ridicularizam mulheres deveriam perder espaço na vida pública imediatamente, sem que fosse preciso “machucar um homem” para que a gravidade do comportamento seja reconhecida.
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Fonte:
Agência Oficial

