Quando o técnico Betinho – que já defendeu Confiança, Sergipe, Itabaiana, Freipaulistano e Lagarto – deixou o estádio Alfredão na quarta-feira, após a classificação do Santa Catarina para a terceira fase da Copa do Brasil diante do Cuiabá, o treinador deixou a euforia ali, com torcedores, atletas, dirigentes. Assim que chegou em casa, Betinho foi assistir novamente a partida, já de olho na Jacuipense, adversária da próxima semana.
“O jogo ainda está na sua cabeça. Aproveito para analisar os acertos que tivemos e os erros que aconteceram, porque no dia seguinte já posso comentar com os jogadores e, durante a semana, passar os vídeos para que percebam o que disse. E já começo a trabalhar”, conta.
A tranqüilidade de Betinho vem da sua experiência de mais de 40 anos, entre a fase de jogador e treinador. “Estou há muito tempo no futebol, sei o que acontece quando o resultado é adverso. E, quando se tem esses momentos de sucesso, são eles que ficam marcados na memória de todos”.
Por isso, o dia seguinte pós uma conquista inédita para o clube, o treinador conta que ainda se vibra e a confiança para trabalhar se eleva. “Mas o dia do jogo, a reação dos torcedores, a euforia, a alegria deles, isso te contagia muito”.
Vencer o Cuiabá, um time de Série B, embora seja conquista importante na curta trajetória do Santa Catarina, demonstra o equilíbrio que hoje existe dentro de campo. “Quando eu jogava com os considerados menores (Betinho vestiu a camisa de Palmeiras, Cruzeiro e Internacional), sempre falávamos em ter a mesma disposição para superar o adversário. Mas hoje em dia estão muito iguais, os jogos são muito competitivos, têm muitos duelos e nem sempre a qualidade técnica se sobressai. Hoje, os chamados grandes quando vão jogar fora e chegam muito mais atentos porque sabem desta dificuldade”.

