Por Barroso Guimarães
CEO do Confiança esclarece decisões da SAF e projeta mudanças para 2027
Em entrevista concedida à Aperipê FM, o CEO da SAF do Confiança, Diogo Lemos, avaliou a campanha do clube na temporada, explicou a permanência do técnico Ricardo Rezende na comissão permanente e comentou a estrutura administrativa e o planejamento para 2027.
Segundo Diogo, a escolha por Ricardo Rezende para comandar a equipe na reta final da competição ocorreu após uma análise interna. O dirigente afirmou que o treinador conhecia o elenco e mantinha uma relação de respeito com os jogadores. Apesar de a decisão não ter evitado o rebaixamento, Lemos declarou que não havia garantia de que outra alternativa produziria resultado diferente.
“Não é do meu perfil jogar a toalha”, afirmou o CEO, ao negar que tivesse desistido do trabalho no clube.
Função de Ricardo Rezende
Diogo Lemos explicou que Ricardo Rezende continua exercendo a função de auxiliar permanente do Confiança. Além disso, o profissional passou a colaborar no acompanhamento e no suporte às categorias de base.
De acordo com o CEO, Ricardo possui mais de 20 anos de experiência no futebol de formação e já trabalhou em equipes do Brasil e do exterior. Atualmente, o time sub-20 é comandado por Alexandre Santos, enquanto Rezende atua como auxiliar permanente do elenco profissional e dá suporte ao trabalho desenvolvido na base.
Governança da SAF
Durante a entrevista, Diogo também esclareceu informações sobre sua permanência no cargo e a relação com a empresa LG2. Ele afirmou que não é contratado pela consultoria e que não participa da renovação do contrato da empresa.
Segundo o dirigente, ele é funcionário da SAF e foi contratado pelo Conselho de Administração do Confiança. A continuidade do trabalho teria sido discutida durante a elaboração do orçamento, juntamente com a inclusão de novas funções no organograma da sociedade.
Diogo ressaltou ainda que a LG2 presta serviços de consultoria à SAF e também é contratada pelo Conselho de Administração. Ele classificou como equivocada a interpretação de que sua permanência no cargo estaria vinculada a uma renovação contratual com a empresa.
Relação com torcida e críticas
Ao comentar o distanciamento entre o elenco e os torcedores, o CEO relacionou o comportamento da torcida aos resultados obtidos em campo. Ele lembrou que, durante momentos positivos, como a classificação para a final do Campeonato Estadual e os avanços na Copa do Brasil, os torcedores demonstraram apoio ao time.
Na avaliação de Diogo, o rebaixamento e a sequência de resultados negativos provocaram naturalmente uma reação de cobrança e afastamento. Para ele, o torcedor tem o direito de demonstrar insatisfação, e esse comportamento faz parte da dinâmica do futebol.
O dirigente também disse lidar com naturalidade com as críticas direcionadas a ele. Diogo afirmou que a pressão faz parte das responsabilidades de quem ocupa o cargo de CEO e que está preparado para ser cobrado nos momentos negativos, assim como reconhecido quando os resultados são positivos.
Novo diretor de futebol
Sobre o planejamento para a próxima temporada, Diogo informou que o novo diretor de futebol terá autonomia para conduzir as decisões esportivas do clube. O profissional deverá respeitar o orçamento da SAF e apresentar suas avaliações à direção, mas terá liberdade para trabalhar na montagem do elenco e na rotina do futebol.
A contratação de jogadores deverá considerar as características do Campeonato Sergipano, incluindo a intensidade da competição e as condições de alguns gramados. O CEO, no entanto, não detalhou nomes ou perfis específicos que poderão ser buscados no mercado.
Contratos para 2027
Diogo Lemos também citou jogadores que ainda possuem vínculo contratual com o Confiança. Entre eles estão o goleiro Kadu, considerado um ativo do clube, e Valdir, cujo contrato permanece válido até o fim de 2027.
Patrick e Madison também seguem vinculados ao Confiança por contrato de empréstimo. O CEO ponderou, entretanto, que os atletas podem ser cedidos a outras equipes na próxima temporada.
Durante a entrevista, Diogo confirmou ainda que o vínculo do atacante Sassa com o clube foi encerrado.
Valores de contratos
Questionado sobre possíveis valores pagos em empréstimos de jogadores, o CEO afirmou que não poderia divulgar informações financeiras da SAF. Segundo ele, os contratos passaram pelos processos internos da sociedade, mas os valores não podem ser expostos publicamente.
Diogo também rejeitou a informação de que receberia remuneração mensal de R$ 50 mil, atribuída ao presidente da Federação Sergipana de Futebol, Milton Dantas. O CEO considerou inadequada a divulgação de informações sobre sua remuneração, mas afirmou respeitar críticas relacionadas ao trabalho administrativo e esportivo do clube.
Ao final, Diogo Lemos reafirmou que pretende seguir à frente do projeto da SAF Confiança, com mudanças na estrutura do futebol e planejamento voltado à temporada de 2027.
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Diogo Lemos detalha reestruturação do Confiança e planos para a próxima temporada
O CEO da SAF do Confiança, Diogo Lemos, afirmou que o clube deverá passar por mudanças na organização do futebol para a temporada de 2027. Em entrevista à Aperipê FM, o dirigente comentou a campanha deste ano, explicou a permanência de Ricardo Rezende na comissão técnica e respondeu a questionamentos sobre a gestão da SAF, o relacionamento com a torcida e os contratos do atual elenco.
Ricardo Rezende permanece no clube
Diogo Lemos negou que a decisão de manter Ricardo Rezende no comando da equipe, na reta final da temporada, tenha representado uma desistência da diretoria diante da situação do clube. De acordo com o CEO, a escolha levou em consideração o conhecimento que o profissional tinha do elenco e a relação de respeito construída com os jogadores.
Embora a mudança não tenha sido suficiente para evitar o rebaixamento, Diogo declarou que não havia garantia de que a contratação de outro treinador resolveria o problema. Para ele, a avaliação sobre a decisão é facilitada quando os resultados já são conhecidos.
Ricardo Rezende continuará como auxiliar permanente do Confiança. O profissional também passou a contribuir com o acompanhamento das categorias de base. Segundo Diogo, Rezende acumula mais de duas décadas de experiência no futebol de formação, com passagens por clubes do Brasil e do exterior.
O time sub-20 é comandado atualmente por Alexandre Santos. Ricardo, por sua vez, mantém a função de auxiliar da equipe profissional e presta suporte às atividades relacionadas à base.
CEO esclarece estrutura da SAF
Durante a conversa, Diogo Lemos também explicou como está organizada a relação entre a SAF do Confiança, o Conselho de Administração e a empresa LG2. Ele afirmou que não é funcionário da consultoria e que sua permanência no cargo não ocorreu por meio de uma renovação contratual com a empresa.
O CEO informou que é contratado diretamente pela SAF, por decisão do Conselho de Administração do clube. A continuidade de seu trabalho, segundo ele, foi analisada durante a elaboração do orçamento, quando também foram discutidas novas funções para o organograma da sociedade.
A LG2, conforme a explicação de Diogo, presta serviços de consultoria à SAF e também é contratada pelo Conselho de Administração. O dirigente classificou como incorreta a interpretação de que ele seria responsável por contratar ou renovar o vínculo da empresa.
Resultados influenciaram relação com torcida
Diogo Lemos atribuiu o afastamento observado entre o elenco e os torcedores aos resultados da equipe em campo. Ele lembrou que, nos momentos de melhor desempenho, como a classificação para a final do Campeonato Sergipano e as campanhas na Copa do Brasil, a torcida esteve próxima e demonstrou apoio aos jogadores.
Na avaliação do CEO, o rebaixamento e os resultados negativos alteraram esse comportamento. Ele afirmou que a cobrança e a insatisfação fazem parte da relação entre torcedor e clube e que a torcida não pode ser obrigada a demonstrar entusiasmo diante de uma sequência ruim.
O dirigente também comentou as críticas direcionadas a ele. Diogo disse considerar a pressão uma consequência natural do cargo que ocupa e afirmou estar disposto a assumir a responsabilidade pública tanto nos períodos de dificuldades quanto nos momentos de sucesso.
Diretor de futebol terá autonomia
Como parte do planejamento para 2027, o Confiança deverá contar com um novo diretor de futebol. De acordo com Diogo, o profissional terá autonomia para tomar decisões na área esportiva e participar da montagem do elenco.
A atuação do diretor deverá seguir os limites orçamentários definidos pela SAF, mas ele terá liberdade para conduzir o trabalho cotidiano do futebol. A expectativa é que o planejamento leve em conta as características do Campeonato Sergipano, como o estilo mais disputado das partidas e a qualidade irregular de alguns campos.
Diogo não revelou nomes de possíveis reforços nem detalhou quais perfis serão priorizados no mercado.
Jogadores com contrato
O CEO citou alguns atletas que ainda possuem vínculo com o Confiança. O goleiro Kadu foi mencionado como um ativo do clube, enquanto Valdir tem contrato válido até o fim de 2027.
Patrick e Madison também continuam ligados à equipe por meio de contratos de empréstimo. Diogo, contudo, explicou que a existência de vínculo não impede que esses jogadores sejam negociados ou cedidos a outros clubes na próxima temporada.
Em relação ao atacante Sassa, o dirigente confirmou que o contrato com o Confiança foi encerrado.
Dirigente nega valor de remuneração
Questionado sobre os custos relacionados a empréstimos de atletas, Diogo Lemos disse que não poderia divulgar valores de contratos ou remunerações. Segundo ele, os acordos foram submetidos aos procedimentos internos da SAF, mas a divulgação dessas informações poderia contrariar as regras da sociedade.
O CEO também negou que receba R$ 50 mil mensais, valor que teria sido citado pelo presidente da Federação Sergipana de Futebol, Milton Dantas. Diogo afirmou que considera inadequada a exposição pública de informações sobre sua remuneração, mas disse respeitar críticas ao trabalho desenvolvido na administração do Confiança.
