O Flamengo estabeleceu a meta de alcançar R$ 3 bilhões em faturamento até 2030 e desenha um plano para diversificar fontes de receita além das receitas diretamente ligadas ao futebol. A queda precoce na Copa do Brasil reduziu parte da projeção de renda para 2026, mas a diretoria afirma que a estratégia financeira de longo prazo permanece inalterada.
Plano financeiro e objetivos
Após ter sido o primeiro clube brasileiro a superar R$ 1 bilhão em receitas em 2021 e atingir R$ 2 bilhões em 2025, o clube pretende chegar à marca inédita de R$ 3 bilhões até 2030. A direção entende que depender somente do desempenho esportivo é limitado e que é necessário explorar outros negócios para ampliar o faturamento.
Visão da diretoria
O presidente Luiz Eduardo Baptista (Bap) afirmou em participação no videocast Sport Insider, do canal N Sports, que o crescimento previsto não virá por caminhos tradicionais e que a agremiação pretende apostar em iniciativas sem relação direta com o futebol. Segundo ele, fontes convencionais — como direitos de transmissão, número de partidas, ticket médio e premiações — têm restrições naturais de expansão. Com abordagens menos ortodoxas, a diretoria aposta em somar mais R$ 1 bilhão ao faturamento dentro de três ou quatro anos.
Projetos fora do futebol
Entre as iniciativas em estudo está o lançamento de uma marca própria de moda casual feminina, batizada internamente de “Gávea”, embasada em pesquisas que apontam maior volume de compras de roupas por mulheres. Outro projeto avaliado envolve o mercado imobiliário: a possibilidade de construir um hotel cinco estrelas na sede social do clube, na Gávea, Zona Sul do Rio de Janeiro.
Além disso, a expansão da Flamengo TV está nos planos, com investimentos em formatos semelhantes a realities shows, que costumam atrair alta audiência na televisão brasileira.
Maracanã e receita em dias de jogo
A diretoria também enxerga espaço para aumentar a arrecadação em partidas no Maracanã. Nos últimos anos o clube reduziu custos operacionais e elevou ganhos em dias de jogo, e agora pretende atingir ocupação máxima dos 71 mil lugares do estádio a partir de 2027. Entre as iniciativas analisadas está o lançamento de um aplicativo de delivery para pedidos de comidas e bebidas dentro do estádio, com o objetivo de melhorar a experiência do torcedor e gerar receitas adicionais.
Sem incorporar eventual premiação do Mundial de Clubes nas projeções deste ano, o orçamento do clube prevê receita de R$ 1,8 bilhão para 2026. Internamente, a expectativa é retornar a mais de R$ 2 bilhões a partir de 2028.
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Fonte:
Agência Oficial

