O presidente da Fifa, Gianni Infantino, declarou nesta segunda-feira (3) que pretende ver suspenso o bloqueio de quatro anos que impede clubes e seleções da Rússia de disputar torneios organizados pela Fifa e pela Uefa desde fevereiro de 2022, quando o país invadiu a Ucrânia.
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- Prêmio da paz a Trump
Em entrevista à Sky Sports, o dirigente afirmou que a medida “não gerou resultados concretos” e apenas ampliou a frustração e o ódio. “Meninos e meninas russos deveriam ter a chance de jogar futebol no restante da Europa”, disse o suíço de 55 anos.
Infantino acrescentou que, na sua visão, a Fifa “jamais deveria excluir uma nação por atos de seus líderes políticos” e que manter pontes abertas é fundamental.
Reações
O ministro do Esporte da Ucrânia, Matvii Bidnyi, classificou as declarações como “irresponsáveis e infantis”, argumentando que “enquanto se discute futebol, crianças estão morrendo” durante o conflito.
Já o presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, reiterou que a readmissão russa só será possível após o fim da guerra, posição manifestada anteriormente na coletiva que encerrou o Congresso da entidade em abril do ano passado.
Prêmio da paz a Trump
Na mesma entrevista, Infantino defendeu a decisão da Fifa de conceder um prêmio da paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante o sorteio da Copa do Mundo de 2026. Segundo ele, a homenagem é destinada a quem “faz algo em prol da paz” e Trump, “objetivamente, merece”.
Clubes e a seleção da Rússia seguem afastados de competições internacionais, e não há prazo oficial para que o caso volte à análise dos órgãos que regem o futebol mundial.
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