O presidente da Ponte Preta, Marco Antônio Eberlin, escancarou a fragilidade financeira que assombra o Estádio Moisés Lucarelli em um pronunciamento que ecoou como um pedido de socorro. Com as contas no limite e o fluxo de caixa comprometido, o dirigente foi enfático ao declarar que a operação do clube tornou-se insustentável sem a participação direta do público. O alerta surge em um momento em que as receitas de bilheteria e o quadro social não suprem as demandas básicas de manutenção e pagamento de dívidas correntes.
A estratégia da diretoria agora foca na mobilização da massa alvinegra como última linha de defesa contra um colapso administrativo. Eberlin destacou que o apoio nas arquibancadas não é mais apenas uma questão de incentivo esportivo, mas o combustível vital para honrar compromissos salariais e manter as portas abertas. O discurso, embora carregado de dramaticidade, reflete a realidade de muitos clubes tradicionais brasileiros que lutam para equilibrar a paixão da torcida com a saúde financeira profissionalizada.
Diante do cenário de incertezas, o clube busca agora meios de reaproximar o torcedor e otimizar os custos operacionais. A fala do mandatário coloca a responsabilidade da sobrevivência da instituição nos ombros da coletividade pontepretana, sinalizando que os próximos jogos serão decisivos não apenas pela pontuação na tabela, mas pela viabilidade econômica da Macaca para o restante da temporada. O futuro da Ponte Preta, segundo sua cúpula, depende agora de uma resposta imediata das arquibancadas.
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