George Russell afirmou estar satisfeito com o desempenho do novo carro da Mercedes para a temporada 2026 da Fórmula 1, mas reforçou que ainda é cedo para apontar a equipe como principal candidata ao título.
As declarações foram feitas nesta segunda-feira (2), durante a apresentação oficial do modelo em Brackley. O britânico de 27 anos avaliou que o primeiro contato na pista indicou um projeto “sólido” e livre de problemas graves, embora não arrisque previsões sobre o campeonato.
Regulamento totalmente novo em 2026
A próxima temporada marcará a estreia de regras técnicas que alteram tanto o chassi quanto a unidade de potência. A mudança lembra 2014, quando a Mercedes dominou a F1 após a introdução dos motores híbridos, conquistando oito campeonatos consecutivos.
No teste coletivo da semana passada, em Barcelona, o time alemão foi o que percorreu mais quilômetros. O engenheiro Andrew Shovlin definiu os três dias de atividade como “melhores do que poderíamos esperar”. O companheiro de Russell, o estreante Andrea Kimi Antonelli, chegou a completar uma simulação de corrida inteira.
Cautela apesar dos bons sinais
Russell, que terminou o campeonato de 2025 em quarto lugar e soma cinco vitórias na carreira, reconheceu o bom início, mas manteve o discurso prudente. “Dirigimos apenas três dias. O carro não parece um desastre — o que já é positivo —, porém é cedo para cravar que ele pode ganhar o Mundial”, explicou.
O piloto destacou a surpresa com a nova unidade de potência da Red Bull, classificando o desempenho da rival como “impressionante para uma fabricante estreante”. Ferrari e Haas também receberam elogios pela confiabilidade demonstrada nos testes.
O cenário atual contrasta com 2022, quando a Mercedes sofreu com o porpoising e viu a sequência de títulos chegar ao fim. De acordo com Russell, desta vez o carro reage de forma previsível e os dados de túnel de vento e simulador batem com o comportamento em pista — algo que a equipe “não via desde 2021”.
Preparação para a abertura da temporada
Antes da estreia oficial em 6 a 8 de março, no Grande Prêmio da Austrália, as equipes ainda terão duas semanas de testes no Bahrein. Russell disse estar “ansioso pelo desafio” de se adaptar às novas exigências, que incluem gestão de energia, recarga de baterias, uso dos modos de ultrapassagem e aerodinâmica ativa.
“Sinto que estou pronto para disputar um Mundial”, resumiu o britânico, acrescentando que o foco da Mercedes é “extrair o máximo” do pacote técnico e manter a curva de aprendizado acelerada.
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