Os corredores sergipanos marcaram presença de forma expressiva na 100ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, realizada no dia 31 de dezembro, na cidade de São Paulo. Considerada uma das provas de rua mais tradicionais do mundo, a São Silvestre reuniu cerca de 55 mil atletas de diversos países, reafirmando seu caráter internacional e histórico.

Criada em 1924 pelo jornalista Cásper Líbero, fundador da Gazeta Esportiva, e inspirada em corridas de rua francesas, a primeira edição da prova ocorreu em 31 de dezembro de 1925. Na época, o percurso variava entre 6 e 8 quilômetros, com largada às 23h30 e apenas 60 inscritos, dos quais 48 concluíram a corrida. O trajeto atual, com 15 quilômetros, foi oficializado em 1991. O primeiro brasileiro a vencer a prova foi Alfredo Gomes, paulista, neto de escravizados e pioneiro negro nas Olimpíadas de 1924.
Entre os destaques sergipanos desta edição histórica, João Marcos foi o melhor colocado. Ele completou os 15 km em 48 minutos e 38 segundos, alcançando a 16ª colocação geral. Outro bom desempenho foi de Bruno da Silva Santos do Nascimento, que cruzou a linha de chegada em 51 minutos e 48 segundos, garantindo a 31ª colocação.
João Marcos vem consolidando sua trajetória na competição. Em 2023, em sua estreia na São Silvestre, terminou na 21ª colocação geral, foi o 12º melhor brasileiro e ficou em quinto lugar entre os corredores do Nordeste. Já em 2024, mesmo enfrentando um contratempo inusitado — uma mordida de cachorro durante o percurso — conseguiu concluir a prova, demonstrando superação e resistência.

Outro nome que simboliza dedicação e amor ao esporte é o do jornalista e maratonista sergipano José Roque de Jesus, de 69 anos. Roque desembarcou em São Paulo no dia 29 de dezembro para participar de mais uma edição da São Silvestre e integrou uma delegação de cerca de 30 corredores da equipe Pé no Chão, de Sergipe.
Veterano em provas de longa distância, Roque completou mais uma vez o percurso da tradicional corrida, reafirmando sua determinação em representar Sergipe em um dos maiores eventos esportivos do planeta. Com passagens marcantes por competições como a Corrida de São Cristóvão e a Maratona de Sergipe, ele atribui seu bom desempenho à preparação contínua.
“O segredo é treinar. Quem já faz percursos longos, com ladeiras e calor, enfrenta a São Silvestre com mais tranquilidade”, destacou Roque, ressaltando que, graças à disciplina nos treinos e à fé em Deus, conseguiu concluir a prova mesmo aos 69 anos.
A participação dos atletas sergipanos na centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre reforça não apenas a competitividade, mas também o espírito de perseverança, dedicação e orgulho em representar Sergipe em um evento de alcance mundial.

