Por Barroso Guimarães
O empate por 1 a 1 diante de Marrocos deixou mais dúvidas do que respostas para a Seleção Brasileira. Embora o adversário seja uma equipe competitiva e organizada, o desempenho do Brasil ficou abaixo do esperado para uma seleção que entra na Copa do Mundo com pretensões de título.
Alguns jogadores receberam oportunidade e não conseguiram corresponder. Lucas Paquetá teve dificuldades para assumir o protagonismo na criação das jogadas e pouco contribuiu para tornar o meio-campo mais dinâmico. Já no setor ofensivo, Igor Thiago não conseguiu aproveitar a chance como referência de ataque. O centroavante lutou, se movimentou, mas teve pouca efetividade e não conseguiu ser decisivo nos momentos em que a equipe mais precisou.
Na defesa, Ibañez voltou a transmitir insegurança em determinados lances, principalmente quando o Marrocos acelerava as jogadas pelos lados. Em uma competição curta e de alto nível, qualquer vacilo pode custar caro, e o zagueiro ainda não passa a confiança necessária para ser titular absoluto.
Outro que não aproveitou a oportunidade foi Luiz Henrique. Mesmo entrando no segundo tempo, quando poderia explorar os espaços deixados pelo adversário, o atacante teve participação discreta. Faltou personalidade para chamar a responsabilidade e desequilibrar individualmente, algo esperado de um jogador com suas características.
Para o próximo compromisso contra o Haiti, Endrick merece uma oportunidade entre os titulares. O jovem atacante oferece mais mobilidade, explosão e presença na área. Em um time que encontrou dificuldades para transformar posse de bola em chances claras de gol, suas características podem ser fundamentais para tornar o ataque mais agressivo.
No meio-campo, Casemiro segue sendo uma liderança importante, mas seu momento técnico não é dos melhores. O volante mostrou dificuldades em alguns momentos da partida e parece distante da melhor forma física. Nesse cenário, Fabinho surge como uma alternativa capaz de dar maior intensidade, equilíbrio e capacidade de marcação ao setor.
Carlo Ancelotti ainda está construindo sua equipe ideal, mas a partida diante de Marrocos deixou claro que algumas mudanças precisam ser consideradas. Contra o Haiti, além da vitória, o Brasil precisa apresentar um futebol mais convincente, com maior poder ofensivo e jogadores que demonstrem personalidade para vestir uma das camisas mais pesadas do futebol mundial. Afinal, em Copa do Mundo, o tempo para ajustes é curto e o nível de exigência aumenta a cada rodada.

