Por Barroso Guimarães
O ex-presidente Hyago França afirmou que poderia voltar a participar diretamente da gestão do Confiança, inclusive como CEO, mas deixou claro que assumiria somente com autonomia para conduzir o futebol e com um projeto voltado ao acesso.
Hyago revelou que chegou a ser cotado para disputar a presidência do clube no ano passado, mas decidiu não ser candidato porque não concordava com a transformação do Confiança em SAF. Segundo ele, também não teria interesse em assumir o comando de uma SAF sem poder definir os rumos do futebol.
O ex-dirigente afirmou que, em uma eventual participação na gestão, a prioridade seria montar uma estrutura preparada para disputar a Série B, com profissionais que conheçam a divisão, contratação de jogadores experientes no nível da competição e um treinador identificado com o projeto.
“Se for um projeto para subir, a gente vai ter carta branca para trabalhar no futebol para subir”, afirmou.
Hyago disse que não aceitaria uma administração baseada apenas na manutenção da estrutura e na formação de atletas. Para ele, a base é importante, mas não pode substituir o objetivo principal do futebol profissional quando o clube está em uma divisão nacional.
O ex-presidente também criticou a demora para mudanças durante a campanha da Série C. Na avaliação dele, quando os resultados não aparecem nas primeiras rodadas, a diretoria precisa corrigir rapidamente a rota. Para Hyago, manter uma comissão técnica sem resultados pode representar uma aceitação antecipada do risco de rebaixamento.
“Não vamos aceitar o rebaixamento porque você, com quatro ou cinco rodadas, não traz um treinador. Você aceitou o rebaixamento”, declarou.
Hyago também afirmou que, caso estivesse à frente do clube, não colocaria como prioridade investimentos considerados secundários diante da necessidade de fortalecer o futebol. Segundo ele, o Confiança precisa agir de acordo com a grandeza histórica do clube e entrar nas competições com o objetivo claro de disputar o acesso.
Apesar das críticas, Hyago afirmou que está disposto a colaborar com o Confiança e se colocou à disposição da torcida como porta-voz nas discussões sobre os rumos do clube.
“Todos querem o melhor para o Confiança. Quando falei em me somar, foi exatamente somar a essa luta em prol do Confiança”, concluiu.
