Por Barroso Guimarães
O ex-presidente e conselheiro vitalício do Confiança, Hyago França, questionou a redução da participação da Associação Desportiva Confiança na Sociedade Anônima do Futebol (SAF). Segundo ele, a assembleia que aprovou a operação teria sido informada de que o clube manteria 22% de participação, mas o percentual atualmente seria de 15%.
A declaração ocorreu durante entrevista ao programa Periferia dos Esportes, após questionamentos sobre duas vans e um carro recebidos pelo Confiança por meio de uma emenda parlamentar. Segundo Hyago, esses bens teriam sido utilizados para justificar a alteração do percentual de participação da associação na SAF.
Hyago afirmou que não participou da aprovação da SAF nem da mudança do estatuto do clube. Ele explicou que não concordava com o modelo e, por isso, decidiu não votar, embora tenha torcido para que a iniciativa desse resultado positivo.
Para o ex-presidente, é necessário esclarecer como ocorreu a mudança de 22% para 15% e qual foi exatamente a justificativa para incluir os veículos no patrimônio da SAF.
“O conselho foi enganado. A assembleia foi enganada”, afirmou Hyago, ressaltando que essa é a sua avaliação sobre o processo apresentado aos associados.
Ele também questionou a transferência de bens destinados originalmente à Associação Desportiva Confiança para a SAF. Na avaliação de Hyago, uma emenda parlamentar destinada a uma instituição sem fins lucrativos não deveria simplesmente ser utilizada para alterar a participação da SAF sem uma explicação jurídica e administrativa clara.
Hyago destacou que não estava afirmando que as medidas fossem necessariamente ilegais, mas que, como torcedor, ex-presidente e conselheiro, não concorda com a forma como as decisões foram conduzidas.
“Eu não concordo de um bem do clube você passar para a SAF”, declarou.
O ex-presidente defendeu ainda que operações envolvendo patrimônio do Confiança, pagamentos a ex-dirigentes e mudanças na estrutura societária sejam devidamente explicadas aos conselheiros e à torcida.
Para Hyago, a transparência é fundamental neste momento, principalmente diante dos questionamentos sobre os investimentos realizados pela SAF, os custos da estrutura administrativa e os resultados obtidos pelo futebol profissional.
